BIOGRAFIA





Curitiba, 16 de março de 2026

Ediméia Barreto da Silva

Pianista, professora de piano, compositora e poeta.

Natural de Ponta Grossa, Paraná, Ediméia Barreto da Silva iniciou seus estudos de piano aos sete anos de idade, em Curitiba, Paraná, tendo como seus maiores incentivadores os seus pais Hamilton e Ivonete.

Ela construiu uma carreira sólida, tocando, com as suas interpretações e composições, o coração de muitas pessoas.

Com apenas 10 anos, ingressou na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, atual Unespar, onde concluiu o curso intermediário de Piano. Na mesma Universidade prestou vestibular e se formou nos cursos: Licenciatura em Música e Superior de Piano.

Estudou com professores referência no cenário musical nacional, como a pianista Urânia Vallada Cunha. Antes de sua mestra Urânia, que a acompanhou na sua formação musical por vários anos, teve aulas com a concertista renomada Vania Pimentel.

A música e a poesia sempre caminharam lado a lado durante a sua trajetória acadêmica e ela teve poesias publicadas em livros desde a década de 1980. “Infância Mal Vivida”, por exemplo, foi selecionada para a antologia poética “Poetas Brasileiros de Hoje”, do Concurso Raimundo Corrêa. O lançamento do livro foi no Rio de Janeiro.

Participou de vários recitais durante os cursos com expoentes na área e mantém essas duas paixões, música e poesia, como caminhos para sua vida.

Em 2001, lançou seu CD (compact disc) Dança na Lama, exclusivamente com composições próprias, através da Lei de Incentivo junto à Fundação Cultural de Curitiba. Após o lançamento, apresentou-se em vários locais de Curitiba, como Círculo Militar do Paraná, Canal da Música e Teatro Paiol, além de outras cidades, como Ponta Grossa, sendo acompanhada pelo maestro Waltel Branco (in memoriam), arranjador das músicas do CD.

Uma de suas músicas, Pequena Canção, composta em parceria com Inamí Custódio Pinto (in memoriam) e interpretada pela cantora curitibana Norma Cecy, foi selecionada em dois festivais: o Festival de Música Cidade Canção (FEMUCIC, 2007) e o Festival do Clube Militar do Rio de Janeiro.

Em 2018 foi convidada pelo artista plástico e poeta Luiz Arthur Montes Ribeiro e ingressou no Centro de Letras do Paraná.

Em 2019 participou do documentário Compositoras Paranaenses, produzido pela cantora e compositora Clarisse Bruns, ao lado de outros artistas.

Em 2020 recebeu o convite do escritor, poeta e letrista carioca Euclides Amaral para fazer parte do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. No mesmo ano foi convidada pelo músico e compositor Renato Piau, proprietário da gravadora carioca Guitarra Brasileira, para incluir duas de suas composições no EP Feminino Tom 2. Pequena Canção e Outono fazem parte desta coletânea e estão disponíveis nas principais plataformas digitais. Durante vários períodos, estiveram entre as músicas mais acessadas da gravadora.

Em 2021 lançou o EP Instrumental & Voz Brazilian, apenas com composições próprias, incluindo uma parceria com o escritor Euclides Amaral na música Duas Luas, versão vocal da composição Outono. Esse material também figurou entre os mais acessados das plataformas musicais.

Sempre em busca de inovar e levar a música a cada vez mais pessoas, em 2022 idealizou e atuou como locutora e apresentadora do Programa Instrumental Voz Poesia. Produzido em parceria com a jornalista Adriana Taques Mussi Endres e com o publicitário José Emílio Endres Neto, foi veiculado quinzenalmente pela rádio web carioca Palco Brasil. Foram entrevistados artistas de renome nacional e diversos poetas do Centro de Letras do Paraná tiveram a oportunidade de gravar e apresentar seus poemas declamados, acompanhados por temas musicais compostos por Ediméia Barreto.

Em 2024, um momento marcante foi o show de música e poesia realizado no Centro de Letras do Paraná.

Ediméia lançou dois videoclipes: Sentimento (outubro de 2021, produzido por Cesar Wega Felisbino, da Wega Produtora) e Voz do Coração (2023), acompanhada por Bianca Devai, no violoncelo, e Ana Sônia de Barros, na flauta transversal, com produção de Juliano Dallarmi Mion.

Compôs duas músicas e participou como atriz, interpretando uma pianista e compositora, do filme O Som que Vem das Marquises, lançado em 2025.

Voltando às poesias, Ediméia teve duas de suas composições incluídas na coletânea Poética Conexão VI, lançada na Feira do Poeta em 2020. No ano seguinte, sua crônica Água, Elemento Essencial foi selecionada, juntamente com as de outras poetas do Centro de Letras do Paraná, pelo Concurso Aldir Blanc.

Em 2025, foi convidada pela escritora Elisandra Schwanka para escrever o posfácio do livro Ode – Uma Homenagem à Cidade Onde Vivemos, obra composta por crônicas e poesias escritas por mulheres.

Um dos pontos altos e das grandes alegrias de sua carreira foi o convite que recebeu da diretora da União Brasileira dos Escritores, Lúcia Sousa, que, em 2021, lhe propôs um desafio: compor a música do hino da instituição. O desafio foi aceito e o hino, em tom marcante e harmônico, é resultado da parceria entre Ediméia Barreto, Lúcia Sousa e Laura Nunes, autoras da letra.

A afinidade com a UBE foi tanta que, já no ano seguinte, aceitou o convite para se filiar à instituição, onde hoje ocupa a cadeira de Diretora Musical. Seu trabalho também consta em destaque no livro Antologia UBE – União pelas Letras, do qual participou do lançamento ao vivo e on-line.

Estar perto das pessoas levando boa música e difundindo a cultura sempre foi um foco importante do seu trabalho. Por isso, ministra aulas de piano e teclado há muitos anos no Círculo Militar do Paraná e em sua residência. Também pode ser encontrada com sua arte todas as quintas-feiras ao piano da Pizzaria Avenida Paulista, local tradicional da capital paranaense, frequentado por empresários, famílias e turistas do mundo inteiro.

Outra ação nesse sentido foi a criação dos Jogos Didáticos de Música, como a exclusiva Canastra Musical, e do Manual de Teoria Musical, utilizados em diversas escolas de música.

Em sua carreira, recebeu diversos reconhecimentos e homenagens, como o destaque Mulheres que Brilham, em 2025, a convite do radialista Márcio Alves.

Em março de 2026, recebeu uma homenagem da União Brasileira dos Escritores (UBE), em Recife, sendo agraciada com a mais alta comenda da instituição, a Ordem do Mérito Literário Jorge de Albuquerque Coelho, distinção concedida juntamente a outras três mulheres que se destacaram por suas contribuições à literatura e à cultura brasileira.

Ediméia Barreto da Silva é uma vida dedicada à música, à poesia e à missão de levar a arte a um número cada vez maior de pessoas.

(Texto: Adriana Taques Mussi Endres)